Sobre os 4x4


Nossos veículos

Temos disponíveis dois veículos para nossos serviços:
- Mitsubishi Pajero importada ano 92, com capacidade de transportar 6 pessoas fora o motorista. Suspensão por molas helicoidais, é um carro muito confortável, inclusive na terra. Com motor novo 2.5 diesel, turbo e intercooler, é forte e confiável. A tração possui roda livre automática, tração traseira, 4x4 com acionamento até 100 km/h, 4x4 com bloqueio do difrencial central, 4x4 com reduzida e ainda bloqueio do diferencial traseiro. Equipada com pneus 70% lama, supera quase qualquer trilha. É o nosso veículo para viagens mais longas e transportar mais bagagens.
- Toyota Bandeirante ano 99, com capacidade de transportar 4 pessoas fora o motorista. Carro extremamente robusto para aguentar qualquer trilha. Possui suspensão em feixes de molas para situações que exigem mais do conjunto. Com motor 3.7 diesel, arrasta qualquer coisa. A tração possui roda livre manual, tração traseira, 4x4 e 4x4 com reduzida. Equipado com guincho mecânico com capacidade de 4.800 kg e com outros equipamentos que auxiliam nas trilhas mais pesadas e em situações de resgate 4x4. Com pneus 100% lama é o nosso veículo para desbravar os lugares mais inóspitos e ajudar nas situações mais extremas.


Sobre o Jeep: "o ícone dos 4x4"

A história do Jeep começa da necessidade do exécito estadunidense de ter um veículo pequeno para reconhecimento e transporte de militares em locais de difícil acesso. Assim, o governo dos Estados Unidos abriu uma concorrênca entre três montadoras; a Bantam, que foi quem fez o projeto do primeiro jeep ainda na década de 30, a Willys e a Ford, que fizeram protótipos a partir do projeto da Bantam no ano de 1940. Como o protótipo da Willys era o que mais se aproximava da exigência dos militares, essa empresa foi responsável pela fabricação do Jeep na Segunda Guerra Mundial. Por causas pouco conhecidas, a Bantam foi tirada do projeto. Ficando muito conhecido na guerra, logo a versão civil foi disponibilizada pela Willys nos Estados Unidos para depois ganhar o mundo. Em 1954 a Willys começou a montar o modelo no Brasil passando a fabricá-lo aqui a partir de 1957. Com um motor de 6 clindros e um câmbio de 3 marchas, foi fabricado pela Willys até 1969 quando essa foi adquirida pela Ford. Em 1976 passou a ter um motor de 4 cilindros e câmbio de 4 marchas onde foi produzido até 1981, terminando assim 25 anos de história da fabricação desse modelo no Brasil. Sendo mundialmente famoso e praticamente um sinônimo de veícuo 4x4, o Jeep se tornou quase uma obsessão para quem quer adquirir um carro com tração nas quatro rodas. Aqui vamos apontar as principais características e os prós e contras desse veículo. Com uma estrutura de chassis e originalmente em lataria de aço, é um carro que pode enfrentar qualquer trilha já que possui também boa altura do solo e bons ângulos de entrada e saída. A suspensão de feixe de molas ajuda a abosrver bem os impactos, mas não espere muito conforto. Com capota de lona, torna a trilha bem mais prazerosa em dias de Sol, porém com um certo incômodo em dias de chuva ou com muita poeira. Se você pretende comprar um, prepare-se para frequentes visitas ao mecânico, já que possui mecânica antiga e desgaste excessivo das peças nas trilhas. Vou contar agora a experiêcia que tive com o Jeep que meu pai comprou quando eu tinha 15 anos, que foi o primeiro 4x4 que compramos para fazer trilhas. Um Willys 63 com motor 6 clindros do Maverick e câmbio de 3 marchas, era um brinquedo e tanto. Por ter um motor forte e poucas marchas ia muito bem na trilha, na minha opinião, melhor que os jeeps da Ford. Porém era ruim pegar estrada, chegando no máximo a 70 km/h sem forçar muito. Com um alto consumo de gasolina, não é um carro para se andar todos os dias e fazer longas viagens, assim íamos em trilhas mais perto de casa. Por ter freio a tambor nas 4 rodas, passamos por alguns apertos na trilha, por isso recomendo trocar o freio como uma das primeiras modificações no carro. Para passear de vez em quando e pegar um barro não precisa mudar muita coisa, depende do gosto. Mas se você pretende transformá-lo em um carro novo, preparado para trilha e tudo mais, prepare-se para gastar a partir de mais ou menos R$ 20.000,00, fora o valor da compra que pode variar de R$ 9.000,00 a uns R$ 15.000,00 em um Jeep sem muitas adaptações. É um carro que precisamos tomar cuidado com pontos de ferrugem e desgate do chassis. Para você que sempre sonhou em ter um Jeep, vai em frente e com certeza achará um do seu gosto. E para você que quer um veículo 4x4 o Jeep é uma boa opção, mas há outros carros que podem se encaixar melhor no seu perfil, portanto pesquise.




Sobre o Toyota Bandeirante: "o tanque de guerra dentre os jipes"

Com fama de "subir até em paredes", "arrastar qualquer coisa" e "não quebrar nunca" o Toyota se tornou um símbolo entre os 4x4 de robustez, força e confiabilidade,e para entendermos como esse jipe se tornou tudo isso vamos dar uma olhada em sua história. A história do Toyota jipe, nada mais é que a história da marca Toyota, que por um bom tempo fabricou somente o jipe, que aqui conhecemos como Toyota Bandeirante. No Japão, no final dos anos 30, a Toyota foi fundada com o projeto de fabricar um pequeno caminhão para atender o mercado japonês. Com o início da Segunda Guerra Mundial, o governo japonês solicitou à Toyota em 1941 a produção de um veículo leve para ser utilizado pelo exército daquele país. O projeto porém, não agradou o governo, que acabou solicitando à Nissan. Então, quando veio a Guerra da Coréia em 1950, o governo dos Estados Unidos queria um fabricante asiático que pudesse fabricar um veículo 4x4 como o Willys. A Toyota apresentou um projeto de um veículo parecido com o jeep, porém mais alto, com capacidade de carga muito maior e mais pesado e também não havia reduzida, sendo apenas uma primeira marcha curta. Como a maioria dos componentes eram de caminhão, o carro ficava longe das exigências dos estadunidenses de produzir um carro o mais leve e compacto possível e que se assemelhasse mais a um carro do que a um caminhão. Porém, graças a esse projeto a Toyota conseguiu criar um veículo robusto ao extremo, dando origem mais tarde ao Land Cruiser.
Começando a fabricar o Land Cruiser e, esse ganhando fama por onde passava, a Toyota passou a exportá-lo para as regiões mais inóspitas do planeta, onde ele foi vendido em 188 países dos 211 hoje existentes e fazendo tanto sucesso que foi necessário espalhar fábricas da Toyota pelo mundo todo. No Brasil a Toyota chegou em 1958 onde o Land Cruiser era montado inteiramente com peças japonesas. O primeiro modelo vinha com um motor Toyota a gasolina, 6 cilindros e 4,0 litros. Com o intuito de nacionalizar a fabricação, pouco a pouco, foram introduzindo peças nacionais no veículo, inclusive no motor que passou a ser um mercedes-benz a diesel. Com a nacionalização, o carro também mudou de nome passando a ser chamado de Bandeirante. Dez anos mais tarde a produção já passava a ser com 100% de peças nacionais. Em 1973, o Bandeirante passou a usar um motor da mercedez-benz 3,8 litros, mais forte e de funcionamanto mais suave, mas sem mudanças significativas no resto do conjunto. Em 1981, o Bandeirante enfim ganhou uma caixa de transferência, tendo assim 4 marchas simples e 4 reduzidas. Em 1993, o câmbio passava a ter 5 marchas, o que auxiliava em muito na rodovia. No ano seguinte, o Bandeirante passava a usar o motor Toyota 14B com 3,7 litros, que funcionava melhor em altas rotações, mas perdia um pouco da força em baixa rotação em relação ao anterior. Agora o carro vinha também com freio a disco nas rodas dianteiras. Depois de mais de 40 anos sendo produzido aqui, em 2001 o Bandeirante deixava a linha de produção. Tendo em vista que no ano seguinte entraria leis mais rigorosas de controle de emissão de poluentes, a Toyota preferiu encerrar a produção, já que seria necessário colocar um motor mais fraco como no caso do Land Rover.
Agora vou falar um pouco das características e os prós e contras desse veículo. É um veículo confortável para um jipe e econômico também. Tem um motor forte e um cojunto extremamente confiável. Na trilha geralmente é o responsável por tirar o pessoal do atoleiro, devido a sua força. Para se ter idéia, uma vez eu puxei uma Toyota caminhão que estava puxando uma F 4000 quebrada na subida sem patinar. Seus únicos pontos fracos são: o motor vibra muito (o mercedes-benz), freios ruins (quando é tambor) e peso, que pode atrapalhar um pouco na trilha, principalmente porque sua capota é de aço e com isso seu centro de gravidade é alto. Minha experiência com esse carro começou quando eu tinha uns 16 anos e meu pai comprou uma Toyota 99 curta. Ele adorava essa Toyota, viajava para vários lugares, vivíamos fazendo trilhas, todos gostavam dela, era um membro da família. Eu fui o que mais apeguei a esse carro e por vontade do destino acabei herdando ela para mim. E digo que foi por vontade do destino, porque meu pai já colocou ela pra vender, ela já teve outro dono, mas no fim das contas ela acabou voltando para mim. Hoje em minhas mãos, ela esta toda equipada e é o principal carro que usamos para nossas trilhas e passeios. Bom, para quem pretende comprar esse carro, saiba que ele topa qualquer coisa. Desde uma trilha pesada, até a uma viagem longa, é um excelente carro, por ser confiável, robusto, ter uma manutenção baixa e barata, baixo consumo, etc. O único problema é o risco de roubo, já que todas as suas peças são desejadas por donos de Jeep e outros 4x4, sendo muito fácil achar comprador para elas.




Suzuki Jimny, o samurai do século 21!
Desde 2008, a Suzuki voltou a importar veículos para o Brasil, entre eles o jipinho Jimny. Com um bom histórico de seus veículos, principalmente do jipe Samurai, a Suzuki
é uma grande conhecida do universo off road. Por sua valentia aliada com sua leveza, o Samurai se mostrou nos anos 90 como uma ótima opção nas trilhas.

Hoje, a Suzuki traz o Jimny, que
nada mais é que a versão atualizada do Samurai. Ainda com sua leveza e seu tamanho (chamado carinhosamente na trilha de playmobil por alguns jipeiros), a valentia do jipinho
tem agradado muitos jipeiros, sejam iniciantes ou veteranos. Equipado com motor 1.3 que se mostra econômico e suficiente para empurrar o jipinho tanto na estrada quanto na trilha.
O jimny mostra sua aptidão para a trilha também na sua estrutura, sustentado por chassis, o que ajuda a preservar o carro dos solavancos, contrário de seu concorrente direto,
a Pajero Tr4 que tem estrutura de monobloco. A tração também vem completa, com tração traseira, tração nas 4 rodas e reduzida. Seus bons ângulos de entrada e saída também ajudam
o jipinho a superar os mais variados obstáculos. Seu preço também agrada. Sendo o jipe 0 Km mais barato do Brasil, saindo por R$ 55.000, torna a escolha ainda mais agradável.
Porém o jipinho pode não agradar a todos. Com seu reduzido espaço interno, cabem somente duas pessoas adultas apertadas atrás, e no
porta malas, bagagem para um casal e olhe lá. Como o carro é importado, algumas peças podem ser chatas de se conseguir e caras também, porém o seguro é bem em conta. A Suzuki está prometendo fabricar o carro
no Brasil, mas já está atrasando mais de um ano a inauguração da fábrica no país.

Se você ainda está na dúvida sobre a aptidão desse jipinho na trilha, a Suzuki lançou a versão
Jimny DDS. Totalmente voltado para a trilha, o Jimny DDS, vem com pneu Mud, altura mais elevada do solo, peito de aço, snorkel, vedação no motor e na distribuição eletrônica e ainda,
se não me engano, com bloqueio do diferencial traseiro de 70% e ainda com guincho como opcional. Claro que seu preço também vem mais elevado, em torno de R$ 75.000.




Qual é melhor: motor a gasolina ou motor a diesel

Uma discussão comum entre os proprietários de jipes e caminhonetes é sobre o motor mais vantajoso, o movido a diesel ou a gasolina.
Hoje esse assunto está ainda mais acirrado, já que muitas montadoras estão oferencendo as duas opções em modelos onde antes só existiam com motores a diesel.
Essa diferença não é somente em qual combustível colocar, sendo assim não basta somente olharmos os preços nas bombas na hora de decidir.
Os motores a gasolina funcionam através da mistura de ar com combustível que explodem graça a faísca da vela de ignição.
Como a gasolina é altamente explosiva, o motor garante boa aceleração e boa resposta em alta rotação, geralmente funcionando em até 6.000 rotações.
Os carros movidos a gasolina possuem um preço menor e mão-de-obra mais barata que os movidos a diesel.
Outra vantagem também dos motores a gasolina é sua troca de óleo, que geralmente é necessária a cada 10.000 Km, diferente dos motores a diesel que necessitam de uma troca a cada 5.000 Km.
Seu funcionamento também é mais silencioso e com bem menos vibração que o movido a diesel.
Entre as suas desvantagens estão o preço mais caro do combustível, consumo mais elevado e sua sensibilidade à água, fator sentido mais na trilha em trechos algados ou com muitas poças d'água.
Como o motor depende da parte elétrica para a ignição, quando molha o distribuidor ou mesmo a vela, ele tende a falhar ou até mesmo apagar.
Caso aconteça de atravessar um alagado ou um rio e submergir completamente o motor, o motor a gasolina tem um risco bem maior de entrar água do que o motor a diesel ocorrer um calço hidráulico.
Já os motores a diesel tem um funcionamento mais simples. Necessitando apenas de admissão de ar em grande compressão, ocorrendo a explosão quando em contato com o diesel.
Diferente dos motores a gasolina, os motores a diesel funcionam melhor em baixa rotação, funcionando normalmente até 3.000 rotações.
Para compensar isso, a maioria dos fabricantes já equipam seus carros com turbo e intercooler, ficando com o comportamento parecido com os veículos a gasolina.
Já em relação ao preço, os motores a diesel são mais caros, assim como a sua manutenção.
Porém a manutenção é menos frequente do que a dos motores a gasolina devido ao seu funcionamento mais simples e sua confiabilidade.
E falando em manutenção, a única coisa que precisa ser feita com certeza em um motor a diesel é ajustar a bomba injetora a cada 100.000 Km, que é caro, mas necessária toda vez que o veículo atinge a casa dos 100.000 Km.
Como foi falado anteriormente uma das vantagens do motor diesel é seu funcionamento até submerso pela água, claro, salvo com uma entrada de ar elevada (snorkel).
Como ele não depende de nenhum componente elétrico para funcionar, ele pode funcionar estando completamente embaixo d'água.
Uma coisa também que devemos lembrar, é que o motor a diesel é mais forte que o motor a gasolina.
Aqui a força é a capacidade de deslocar cargas e não a potência que daí o motor a gasolina tam mais cavalos.
Um exemplo que podemos dar é o seguinte: imagine duas furadeiras para perfurar uma séria de tábuas de diferente espessuras. Uma funcionando com alta rotação (imitando o motor a gasolina) e outra com baixa rotação (imitando o
motor a diesel). A primeira perfura muito mais rápido, porém a medida que as tábuas vão ficando mais expessas, ela vai perdendo a velocidade, até que a broca para por falta de força para atravessar.
Já a segunda perfura mais devagar, porém consegue ir perfurando todas, até as mais grossas, sempre funcionando de forma mais constante.
É um exmplo bem simples, mas mostra para o que cada motor é direcionado.
Para termos uma idéia de como o motor diesel é forte, devemos ver que ele funciona tanto para uma caminhonete como para a maior máquiana do mundo, um enorme petroleiro (claro, com significativas diferenças de tamanho de motor).
Os motores a disel impulcionam as mais diversas máquinas do planeta, seja trator, caminhão, barcos e até locomotivas.
Pensando nisso, esse é um fator que influencia também no custo do combustível. No Brasil o diesel é subsidiado pelo governo, exatamente pela sua importância de toda a frota do país, principalmente dos caminhões.
Com isso, o diesel chega mais barato na bomba do que realmente deveria custar. Com isso, a vantagem econômica de se rodar com diesel é maior. Com a gasolina custando em méda R$ 2,85 (na maioria do país, na época dessa postagem) e o
diesel R$ 2,00, fica evidente a vantagem do combustível. Sem falar também que o motor a diesel tem um consumo menor que o motor a gasolina.
Só para termos um exemplo: uma vez no Uruguai e conversei com um proprietário de uma saveiro com motor 1.9 diesel. Nos outros países é comum vermos todos os tipos de carro funcionando a diesel, o que não ocorre no Brasil,
por causa de uma lei que permite somente veículos de carga ou utilitários pesados possam ter motores a diesel, por causa do subsídio do combustível. Bom, voltando para essa saveiro a diesel com motor 1.9, perguntei a ele,
curioso, qual era o consumo do carro. Ele falou que faz uma média de 25 Km/l na estrada. Uma saveiro 2.0 no Brasil deve fazer uma média de metade dessa kilometragem.
Claro que quando o motor é grande, e o carro é pesado, como acontece com a maioria dos veículos a diesel no Brasil, a diferença não é tão grande.
Uma coisa importante também para se enfatizar aqui sobre essa discussão, é o nível de poluição de cada motor. Indiscutivelmente, o motor a diesel é mais poluente do que o motor a gasolina, se não me engandoé no mpinimo 4 vezes mais poluente.
Recentemente se introduziram os motores a diesel eletrônicos, o que reduz o nível de poluição, mas depende mais da parte elétrica do veículo, se bem que o motor anda bem mais também, e a manutenção é mais cara, etc. É um assunto para uma outra hora.
Se bem que esse problema da emissão de poluentes seria facilmente resolvido se os governos tivessem interesse, principalmente o Brasil. Já existe o biodiesel, que nada mais é que o óleo retirado de plantas como girassol, mamona, soja, canola, enfim
qualquel óleo que possa dar combustão. Só para dar um exemplo também desse assunto, o motor a diesel é de tão simples funcionamento, que ele funciona com quase qualquer combustível (com as devidas preparações).
Nas ilhas Filipinas, os recursos são bastante escassos devido a dificuldade de distâncias e máterias-primas das ilhas, que os veículos de lá com motores a diesel, funcionam com óleo de côco.
Sendo assim, se introduzido o biodiesel nos postos, os motores necessitando apenas da substituição das mangueiras de combustível, poderiam rodar com 100% de biodiesel.
Na Europa e EUA, esse combustível já é bastante utilizado. Ele tem muitas vantagens. Como não necessitar de uma matéria-prima finita como o petróleo, é um combustível bem mais limpo, o que ajuda a manter sempre o motor
regulado e um pouco mais livre de impurezas. Ajudaria a agricultura a se desenvolver, principalmente a familiar, já que pode ser extraído de plantas extremamente acostumadas com nosso clima e nosso solo, como a mamona e o girassol.
Porém ainda não despertou o interesse de nosso governo, provavelmente pelo fato de não despertar o interesse das indústrias petrolíferas.
Um fato que demostra o desinteresse desse combustível no país é que a atual tecnologia para se fazer o biodiesel foi inventado no Brasil por brasileiros e exportada para o resto do mundo.
Em alguns postos há o "biodiesel", mas é somente uma mistra de até 20% de biodiesel e o resto de diesel comum.
Bom, voltando para nossa discussão, vamos ver essa diferença na trilha, entre os motores a gasolina e os motores a diesel.
Como o motor a gasolina tem uma boa arrancada e funciona bem em alta rotação, ele toma vantagem quando se precisa de velocidade pra transpor um obstáculo (não é a maioria dos casos na trilha, mas existem situações em que a
velocidade faz toda a diferença). Porém quando precisa de força, principalmente em velocidades baixas, o motor a diesel tem vantagem.
Para ser sincero, eu acho que a decisão de qual motor é melhor vai de cada um. Alguns não abrem mão de um motor a gasolina por causa de seu desempenho e custo, já outros não abrem mão de um motor a diesel por causa de sua força
e confiabilidade. Vai depender de para que você vai usar o carro e qual tipo de motor você tam mais afinidade.

Abaixo, temos um vídeo demonstrativo das diferenças de funcionamento entre os dois tipos de motores.  



O novo Diesel S50


A pouco tempo disponível nos postos de combustível do Brasil, o novo Diesel S50 ainda gera muitas dúvidas na hora de abastecer. 
Pesquisando sobre o assunto,
encontrei mais dúvidas do que respostas sobre esse novo combustível. Sendo assim, resolvi testá-lo com meu próprio carro e ver as diferenças,e dessa forma,  
responder as dúvidas, as quais não encontrei respostas antes. 
Bom, primeiramente, devemos entender porque esse diesel foi lançado no mercado e porque tanta repercussão na mídia
e entre os usuários. Antes do S50, existia no Brasil somente dois tipos de diesel: O S1800 e o S500. A letra (S) significa quantas partes de Enxofre existem por 
milhão de cada combustível. Sendo assim, quanto menor o número, menos enxofre há e mais limpo é o combustível. O enxofre é extremamente poluente e o principal motivo 
do motor a diesel ser o mais poluente entre os motores automotivos. Além disso, o enxofre, por não queimar completamente na combustão, acumula-se nos cilindros, podendo 
prejudicar o bom funcionamento do motor a longo prazo. O diesel S1800, de cor roxa,  só é vendido em regiões mais isoladas e principalmente em estradas. Já em cidades e próximos 
aos grande centros, o diesel S500, antes de cor amarela agora de cor vermelha, chamado de diesel metropolitano, é o diesel que é permitido vender dentro de cidades e rodovias próximas às metrópoles.
Em comparação, na Europa, existe um maior rigor para diminuir a poluição dos motores a diesel, portanto existem somente o diesel S50 e o S10. Este último será lançado em 2013 no Brasil. Portanto 
só falaremos do S50 por enquanto. Bom, mais esclarecidos, vamos para o teste que realizei. Resolvi fazer uma viagem de Gonçalves-Mg até Florianópolis-SC, somente utilizando o S50.
O carro que utilizei foi uma Pajero Super Select ano 92, com motor 2.5, recém retificado com turbo e intercooler. Antes da viagem eu só utilizava o diesel S500 aditivado, onde
eu fazia uma média 8,5 km/l na estrada, mas já cheguei a medir 8,8 km/l em alguns trechos, mas foi a máxima. Nessa viagem até Florianópolis, percorremos 2.250 km no total da viagem, ida e volta.
A média que fiz com o S50 foi de 9 km/l na estrada e máxima que registrei foi de 9,7 km/l. Na média, tive uma economia de combustível 5,8%. Já preço do S50 é de 5,8% a mais que o S500. Ou seja, 
no meu teste, empatou a economia no consumo com o gasto do combustível a mais. Percebi também, a diminuição no nível da fumaça, principalmente na partida a frio. Bom na minha conclusão,
eu aprovo o S50, porque não só é mais econômico, diminuindo as idas no posto, como é mais limpo, preservando o motor por mais tempo e principalmente porque é o menos poluente, 
diminuindo a emissão de enxofre na atmosfera e a poluição causada por nossos motores a diesel.
    

3 comentários:

  1. Bem interessante sua reportagem, está de parabens .

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    1. Obrigado! Logo mais haverá mais postagens!

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  2. Uma dúvida aqui, agora que o S10 é uma realidade, tem algum problema abastecer carro antigo com ele?
    tenho uma pajero 99

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